Um blog para aqueles que se importam com o que é verdadeiramente importante: Salvar vidas para a eternidade!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

A realidade sobre a Índia (Parte 1)



Casa destruída após ataques aos cristãos em Orissa
Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na Índia

ÍNDIA (22º) - Esta é a primeira parte do artigo intitulado A realidade sobre a Índia.

Na Índia, país predominantemente hinduísta, os cristãos são de longe uma minoria. Eles têm sido perseguidos durante anos, e no estado de Orissa, local mais tenso do país, cerca de 50 pessoas perderam suas vidas em uma onda de violência que ocorreu em 2008. Como ocorre a perseguição dos cristãos indianos? Qual é a história desses cristãos? E como se preparam para enfrentar tamanha opressão?

Escrito pelo jornalista Gerald Bruins.

Nova Déli – Na Igreja Metodista Betel, localizada na cidade de Noida, que fica na capital superpopulosa de Nova Déli, os jovens são responsáveis pelas atividades da manhã. Eles lêem as Escrituras, fazem um período de adoração, usando guitarra e bateria, e cantando musicas compostas por eles mesmos. Certa manhã, além das coisas de costume, eles encenaram uma peça. De repente, alguns jovens com mantas enroladas na cabeça e com pedaços de madeira nas mãos invadiram a igreja e bateram no “pastor”, um jovem com uma vestimenta litúrgica. Alguns cristãos foram atirados no chão. O pastor arrastou-se até o microfone e com a voz sufocada citou as conhecidas palavras de Jesus: “Pai, perdoa-os, pois não sabem o que estão fazendo”.

Esse é o modo que esses jovens encontraram para chamar atenção para a perseguição que seus irmãos cristãos têm enfrentado. Esse é o assunto que tem mais ocupado a mente dos cristãos indianos, principalmente, após a grande violência feita contra os cristãos do estado de Orissa em agosto, na qual se estima que cerca de 50 pessoas foram mortas, 4.500 casas e igrejas foram destruídas, e mais de 50 mil pessoas ficaram desalojadas.

Na capital, os cristãos podem realizar suas atividades com total liberdade, mas em outras partes do grande país a situação é precária. É por isso que duzentos pastores, fundadores de igrejas e evangelistas de todos os lugares do país se encontraram secretamente, em algum lugar do norte da Índia, para um seminário chamado PFAT. Durante quatro dias cheios, os participantes receberam ensinamentos, na maioria dos casos pela primeira vez, sobre a perseguição de acordo com a perspectiva bíblica.

Realizado pela equipe indiana da Portas Abertas Internacional, organização mundial que apoia os cristãos perseguidos, o seminário ainda abriu espaço para testemunhos pessoais. Após as discussões, geralmente os participantes chegavam à seguinte conclusão: acreditar em Jesus na Índia pode custar tudo: filhos, família, casa, igreja e até a própria vida. O fio condutor de todos os testemunhos contados eram os grupos de hindus extremistas, que apareciam do nada, cercavam os cristãos, os ameaçavam com pedaços de madeira e armas, e incendiavam suas casas e igrejas. É importante fazer uma clara distinção entre os extremistas e os hindus “comuns”, que em muitas regiões do país vivem pacificamente com cristãos e muçulmanos.

O comportamento dos hinduístas radicais pode ser ilustrado através dos incidentes que envolvem Anil Kumar, pastor de uma igreja pentecostal. Ele lidera três comunidades que somam um total de 100 membros no norte do estado de Uttarakhand. No dia cinco de janeiro de 2008, ele foi ameaçado por telefone. Ordenaram que parasse os cultos da igreja. Alguns meses antes, a polícia o prendeu sob a acusação de “forçar conversões”, ou seja, de tentar converter hindus à fé cristã, o que é proibido em alguns estados indianos que possuem leis anticonversão. Depois disso, foi solto porque faltavam evidências.

Alguns meses atrás, um grupo de hindus se juntou em frente à sua igreja, gritando e ofendendo os membros. Logo em seguida, enquanto o culto estava ocorrendo, houve um ataque à igreja. Eles espancaram os fieis, que fugiram de lá em pânico, alguns com as pernas quebradas, mas ainda assim, tiveram que correr.

Kumar foi detido novamente e trancafiado durante vários dias. Enquanto me contava a história, o pastor começou a chorar, não por causa do sofrimento que passou, mas porque sob tamanha pressão, alguns se reconverteram ao hinduísmo. E por mais que os radicais estejam distribuindo um panfleto com sua foto, para tentar expulsá-lo da cidade, o pastor não pretende parar de fazer o que faz.

“Jesus está comigo. E abri um processo legal contra a polícia. Aprendi a defender meus direitos neste seminário”, afirma.

Feridas à faca

Raju Baria, o líder de uma igreja doméstica em uma cidade do estado de Madhya Pradesh, carrega no corpo sinais visíveis da perseguição. Alguns anos atrás, radicais hindus o esfaquearam repetidas vezes no braço, e o atingiram nas costas com uma espada. No hospital, o médico não quis socorrê-lo.

“O médico disse que Jesus me curaria e me enviou de volta para a delegacia. Fiquei detido durante um mês, porque disseram que eu forçava as pessoas a se converterem. Aos poucos minhas feridas sararam.”

Após sua libertação, o pastor transferiu o culto da igreja para a casa de um amigo. Mais uma vez os extremistas fizeram um ataque, atearam fogo na casa e duas crianças que estavam em pânico pularam em um poço e se afogaram.

“Seis igrejas da região viraram cinzas”, ele comentou de maneira contida. Apesar da opressão, disse com lágrimas nos olhos que sua comunidade está crescendo. Como o pastor explica isso? “Continuamos a evangelizar e ocorreram muitas curas. Isso traz as pessoas a Jesus.”

Muitas histórias de milagres são contadas no seminário. Antes de sua conversão, o pastor Prakash Jha do estado de Madya Pradesh era membro de um grupo extremista hindu. Ele até atacou igrejas e cristãos.

“Uma organização fundamentalista fez uma lavagem cerebral em mim. Os líderes diziam que os cristãos eram chantagistas, que recebiam dinheiro de fora do país e forçavam os hindus a se converterem. Assim, nós tínhamos que fazer algo contra eles.”

Ele ganhou uma Bíblia de um amigo que se tornou cristão. Sem saber que tipo de livro havia recebido, começou a lê-lo. No evangelho de Mateus, leu que Jesus pediu que todos que estivessem cansados e sobrecarregados viessem a ele. Isso o aproximou da fé. Converteu-se após testemunhar uma oração que trouxe cura a uma mulher que havia sido mordida por um escorpião. Sua igreja está crescendo apesar da opressão, segundo o próprio relato, isso acontece por causa das muitas curas que têm ocorrido.

A perseguição também vem da família, contam os participantes do seminário. O pai de Bhupendra Nath é um guru, da casta brâmane, a mais elevada. Ele poderia ter seguido os passos do sacerdócio hindu, mas seus amigos de escola falaram para ele sobre Jesus e ele aceitou a fé.

“Imediatamente após a primeira oração que fiz, fui liberto de uma terrível dor de cabeça, que me incomodava já fazia muito tempo”, diz.

Como uma tentativa de fazer com que voltasse ao hinduísmo, o pai ordenou que fizesse diversos rituais, mas ele recusou-se. As pessoas da cidade começaram a pressioná-lo a voltar à fé hindu, mas ele resistiu.

“Então, meu pai ameaçou me matar e pagou alguns mercenários. Eu fugi da casa de meus pais com minha esposa e estou vivendo em um lugar secreto, bem longe da minha família. Isso me magoa muito. Sinto falta deles, mas agora vejo meus irmãos e irmãs da fé como família.”

Orissa

No seminário havia um grande número de ministros da Igreja Evangélica Luterana do distrito de Koraput, situado no estado de Orissa, o centro do pior ataque já realizado contra cristãos. Quando a violência começou na região de Kandhamal, a cerca de duzentos quilômetros de distância, os pastores pensaram que os ataques não os alcançariam, mas estavam errados. Após quatro dias, as multidões alcançaram Koraput também. O reverendo Sewak Ram conta como seu sogro, também pastor da Igreja Luterana, e sua esposa tiveram que fugir para a floresta, quando sua igreja foi incendiada.

“Eles tiraram primeiro tudo o que estava lá dentro, desde roupas até o fogão a gás e as Bíblias, e as queimaram fora da igreja.”

Seu amigo, o reverendo Mahesh Pramanik, ficou preso no fogo cruzado. De um lado, estava a multidão enfurecida de hinduístas; do outro, um grupo de jovens (os cristãos da cidade estavam divididos), que queriam defender a igreja. Com a ajuda da polícia, foi possível impedir o confronto.

“Eu estava na frente do grupo cristão, com as mãos estendidas, e clamava para que eles não recorressem à violência. Isso deu certo, mas os hinduístas ainda assim incendiaram todas as igrejas.”

No total, 25 lugares de culto foram incendiados na região, assim como um número desconhecido de casas. Sessenta famílias cristãs perderam tudo.

“É surpreendente o fato de que não houve mortes nessa região”, diz Pramanik. “Os pastores nem ousam pensar em reconstrução, não há dinheiro para isso. No momento, fazemos os encontros debaixo de árvores ou em campos abertos.”

Em outros lugares de Orissa, os cristãos enfrentaram um destino muito pior: cinquenta pessoas foram assassinadas, mas de acordo com um relatório do Partido Comunista da Índia (marxista-leninista), 500 pessoas podem ter sido mortas. Segundos os comunistas, há rumores que dizem que os fundamentalistas hindus foram instruídos a destruir as evidências e queimar os corpos. As imagens de cristãos carbonizados porque atearam fogo neles ou porque não conseguiram sair de suas casas e igrejas durante os ataques, são frequentes.

O reverendo Abraham, da organização Full Gospel Trust, que trabalha entre as crianças pobres do norte da Índia, nasceu em Orissa. Ele visitou diversas vezes o distrito de Kandhamal, que foi fechado para a imprensa.

“Muitas pessoas ficaram traumatizadas, poisperderam um ou mais membros de sua família ou suas casas, e porque os documentos das propriedades foram queimados também, será difícil para eles retornarem.”

O fato de que as igrejas foram incendiadas não tem impedido que os cristãos se encontrem, seja em casa ou na floresta.

“É estranho pensar que você pode destruir o cristianismo ao destruir igrejas. Os cultos das igrejas simplesmente continuam a ocorrer, não importa quão difíceis são as situações.”

Das milhares de pessoas desabrigadas, um grande número está vivendo nos campos estabelecidos pelo governo. O pastor iniciou diversos projetos voltados para crianças: “Do ponto de vista emocional, elas estão muito feridas. Não podem ir à escola e estão condenadas ao ócio. Estamos desenvolvendo um projeto cheio de atividades.”

Abraham ouviu diversos relatos de pessoas que foram forçadas a se reconverterem ao hinduísmo. “Rasparam o cabelo dos cristãos, os forçaram a oferecer cocos a entidades, a beber urina de vaca e fizeram o sinal hindu na testa deles”, descreve o pastor.

Muitos cristãos em Orissa começaram a duvidar. Alguns já haviam perdido suas casas em um ataque em dezembro de 2007, e tinham acabado de reconstruí-las quando os hinduístas atacaram novamente e destruíram tudo. “Onde está Deus?”, alguns perguntam a si mesmos. Ore por eles e por todos os que foram forçados à reconversão ao hinduísmo, para que possam permanecer fieis a Jesus, mesmo que só no coração.

* Para evitar o reconhecimento das pessoas envolvidas, os nomes foram alterados no presente artigo.

Índia

• Língua: Hindi
• Capital: Nova Deli
• Forma de governo: República federativa
• Religião: Hinduísmo (80,5%), Islamismo (13,4%), Cristianismo (2,3%), Siquismo (1,9%), Budismo (0,8%), Jainismo (0,4%) e outras religiões (0,6%)
• Área: 3.287.263 km2
• População: 1.129.866,154 (2007), depois da China, a Índia é o país com a maior população do mundo

Fonte: Perseguidos pela causa de Cristo


Tradução: Homero S. Chagas
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Fonte: Missão Portas Abertas www.portasabertas.org.br

Jesus é o caminho para a Índia


"[...] como podemos saber o caminho? Respondeu Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida'." João 14:5b, 6a

Nesse início de ano, a Índia tem recebido muito destaque na mídia brasileira. Pode-se dizer que não só no Brasil. A grande surpresa do Oscar esse ano foi um filme indiano, que não apresenta o país como uma maravilha, mas, sem dúvida, traz sobre ele olhares do mundo inteiro. Além disso, o desempenho econômico tem dado destaque para a Índia nos principais jornais do mundo. Esse país tem influenciado as tendências da moda, de comportamento, de linguagem e relacionamento da população. No âmbito cristão, a Índia também gerou uma atenção especial, mas não para criar tendências, e sim para levar irmãos à oração.

A Índia sempre apresentou algumas limitações em relação à liberdade religiosa, mas depois de agosto de 2008, em que cristãos foram acusados de matar o líder hindu Saraswati, a violência aumentou gravemente.

De acordo com a Classificação de países por perseguição, publicada anualmente pela Portas Abertas, a Índia subiu de posição. De 30º lugar em 2008, foi para 22º, entrando no grupo de nações com “Limitações severas”, principalmente após a onda de acidentes no final do ano.

Fontes afirmam que inúmeros cristãos foram atacados e mortos, e muitas casas e igrejas destruídas. Para saber mais detalhes sobre os incidentes na Índia, assista aqui ao vídeo em que o irmão André fala sobre a situação no país.

Neste ano, temos recebido diversas notícias sobre os incidentes com cristãos que ocorrem no país. Essa é uma das realidades da Índia, um cenário de intolerância religiosa sem perspectiva de melhoras. Um país que necessita profundamente descobrir e conhecer o único CAMINHO, verdade e vida: Jesus Cristo. Ele é o Caminho para a Índia.

Durante o mês de março, a Missão Portas Abertas publicará em seu site uma série com três artigos especiais sobre a Índia. Acompanhe semanalmente as notícias em nosso site e fique informado sobre a perseguição de nossos irmãos indianos.

"A realidade sobre a Índia" é uma série de 3 artigos que contêm relatos de pastores que passaram pelos ataques dos últimos meses, entrevista com o diretor da Portas Abertas Índia e testemunhos.

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O poder de Deus operando na Índia



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Casal cristão é assassinado em Arauca

Missão Portas Abertas
COLÔMBIA - No dia 24 de abril, sexta-feira, dois homens armados invadiram pela porta da frente a casa de Emilse Maria Del Carmen procurando por seu marido, Jose Rodriguez. Ela foi baleada imediatamente, pois tentou proteger o marido. Emilse foi atingida oito vezes e Jose seis vezes. Eles não conseguiram sobreviver aos tiros. Um dos assassinos também foi baleado e morreu.

Naquela sexta-feira, Jose e a esposa Emilse haviam decidido ficar em casa e não frequentar o culto na igreja Assembleia de Deus na cidade La Esmeralda. Ele e a esposa eram líderes da denominação na região que moravam.

Jaime, pai de Jose, que também é cristão, testemunhou a morte do próprio filho e da nora. Ele não conseguiu explicar porque o filho teria inimigos. Assim que o assassino sobrevivente fugiu, os pais de Jose levaram seu corpo e de sua esposa até o pronto-socorro mais próximo, dali eles foram transferidos para um hospital em Saravena, no qual chegaram cerca de 20h. Eles ainda respiravam, mas tinham poucas chances de sobreviver. Os médicos tentaram de tudo por várias horas, mas nenhum dos dois resistiu.

Assim como acontece com muitos dos ataques e assassinados na região, nada foi publicado sobre o incidente, nem na televisão ou no rádio local.

Jose trabalhava em sua igreja local e periodicamente viajava para ministrar às comunidades indígenas de Tunebo em El Viagia, região que acompanha o Rio Arauca. Sua esposa, Emilse, era uma das líderes de jovens da igreja.

A filha de nove anos, Heidy, viu as feridas dos pais antes deles serem levados para o pronto-socorro. Aquela era a última vez que veria os pais vivos. Foi uma cena que ela se relembra com muita dor, mas tenta esconder. Ela não estava em casa quando os atiradores chegaram. Ainda assim, ela não consegue esconder dos avós a tristeza que sente. Eles também são membros da igreja de Jose.

Ela disse: “Agora meus pais estão no céu com Jesus e com meus avós”. A irmã, Ambar Gricet (dois anos de idade), e o irmão Juan Jose (dois meses de idade), ainda não compreendem o que aconteceu. Heidy sabe que um dia terá que contar a eles porque é que os pais nunca mais poderão segurá-los nos braços. Seus pais e avós viviam na mesma casa na cidade de La Esmeralda e compunham uma família bem conhecida não somente na igreja, mas também na comunidade, por causa da dedicação que tinham à causa de Cristo.

Os avós e as três crianças terão que sobreviver através da pequena mercearia que é parcialmente suprida com os produtos que eles mesmos cultivam em uma fazenda fora da cidade.

Tanto Jose quanto Emilse tinham todo um passado com um grupo paramilitar. Jose era o encarregado do recrutamento e da propagação da ideologia política, mas ele havia deixado o grupo havia oito anos. Emilse trabalhou para um grupo na cidade, mas já estava afastada por mais de cinco anos. Ambos nunca haviam recebido ameaças, mas isso já havia acontecido com alguns outros ex-soldados que tinham se convertido. Os avós acreditam que a posição que ostentavam de líderes da igreja gerava um risco de vida muito maior do que apenas o fato de que no passado tivessem ligação com grupos paramilitares.

Os grupos guerrilheiros têm ameaçado e atacado pastores e comunidades cristãs que não seguem as regras que eles impõem à região. Jose visitava a comunidade de Tunebo, que é uma das mais fechadas ao evangelho. Os habitantes da região o recebiam muito bem e eram discipulados por ele através da Palavra de Deus. Entretanto, Jose estava violando uma das regras daqueles grupos paramilitares que proibia o proselitismo religioso entre os indígenas.

Marcha em protesto e busca por justiça

As mortes violentas de Jose e Emilse chocaram as pessoas desta cidade e as incitaram a fazer algo. No dia 10 de maio, os pastores e cristãos da região fizeram uma marcha pacífica pela cidade para pedir por justiça e pelo fim dos assassinatos de pessoas inocentes. Todas as denominações, em parceria com diversos grupos seculares e empresas, estiveram representadas no protesto para mostrar a unidade que têm. Eles estavam indignados e queriam mostrar suas objeções a esses assassinatos. Até a mídia local transmitiu o evento, fazendo com que as pessoas vissem que o casal morto era formado por duas pessoas honestas, que somente fizeram o bem para a cidade e para a sociedade, e que isso não pode ser esquecido.

O pastor Fidel Montañéz, da igreja Assembleia de Deus em La Esmeralda, disse: “As marchas não mudam o coração dos paramilitares, mas esse é um ato público que mostrará o passo inicial que foi tomado em La Esmeralda, porque nossos irmãos têm sido mortos não somente aqui, mas no estado inteiro”.

A igreja cristã por toda a região de Arauca está em alerta. Os paramilitares ameaçaram todos os cristãos que não seguem suas ordens. Eles foram classificados como inimigos da causa paramilitar.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Missionários na Itália estão fora de alcance do terremoto

Já passa de 200 o número de mortos pelo terremoto que atingiu a região central da Itália na madrugada desta segunda-feira (6) – noite de domingo (5) no Brasil. A pequena Áquila, cidade de 60 mil habitantes do estado de Abruzzo, foi a mais atingida. Estão confirmadas também mortes em Castelnuovo, Poggio Picenze e em Tormintare. O número de feridos passa de 1.500 e ainda há vários desaparecidos. As autoridades temem encontrar mais vítimas em meio aos escombros.

O diário italiano “La Repubblica” informa, na sua página na internet, que a magnitude do tremor foi de 6,7 graus, e o epicentro teria sido localizado em Arischia, entre as regiões de Lazio e Abruzzo.

Os missionários da JMM na Itália entraram em contato com a Sede no Rio de Janeiro e informaram que, graças a Deus, as regiões onde se encontram não foram atingidas por este trágico terremoto. Eles pedem aos cristãos brasileiros que se unam em oração para que os desaparecidos sejam encontrados com vida e para que Deus console os familiares das vítimas.

O Pr. Fabiano Nicodemo entrou em contato com a JMM e disse que ele e sua família chegaram a sentir um forte tremor em seu apartamento, em Cesena, no domingo, às 22h30, horário da Itália. “Nos moramos em um apartamento no 3° andar e após o tremor, todos os lustres balançavam. O epicentro foi bem próximo de Cesena, mais precisamente entre Forlì e Faenza. A sensação não foi agradável. Mas depois de vermos que tudo estava bem e termos orado, conseguimos dormir em paz. No entanto, na segunda-feira constatamos o triste fato de que 400km ao sul, na região de Abruzzo, na cidade de Áquila e nos seus arredores, onde existem centenas de pequenos municípios e distritos, um fortíssimo terremoto ceifou a vida de 150 pessoas até agora.”

O pastor convoca os cristãos a orarem com eles pela Itália, uma nação que precisa tanto de Jesus. Na noite de segunda-feira, quando todos ainda estão com medo de um novo terremoto, o Pr. Fabiano exibiu o filme Jesus durante o curso de inglês em sua igreja. “Ao final pude falar de Cristo aos alunos. Eles ficaram muito tocados. Orem por todos.”

Estado de emergência
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi cancelou sua viagem a Moscou e foi para Áquila. O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo. Em entrevista, Berlusconi disse que mil barracas serão instaladas para abrigar entre 8 e 10 pessoas cada. Outras 4.000 pessoas serão levadas a hotéis da região.

Oração
Para que os missionários na Itália sejam usados de alguma forma no auxílio aos que passam por este momento tão difícil; pelo fim da ameaça de novos tremores e pela receptividade dos italianos ao Evangelho da salvação.

Por Marcia Pinheiro 06 de abril de 2009. Extraído do site da Junta de Missões Mundiais. Junta de Missões Mundiais todos os direitos reservados.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Visita: Pastor Deryck Stone


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Pastor Deryck Stone, sul-africano, se converteu quando tinha 14 anos. Aos 16, tornou-se pregador regular do circuito de Igrejas Metodistas da Zululândia (região de maioria étnica zulu na província sul-africana de KwaZulu-Natal). É casado com Annette e tem quatro filhos. Em 1970, Deryck conheceu o Irmão André e o ajudou a estruturar o ministério da Portas Abertas Internacional. Seu envolvimento com a Igreja Perseguida resultou em um projeto de treinamento e geração de recursos para jovens de todo o Oriente Médio e também, no estabelecimento de igrejas no norte da África.

Nos últimos 15 anos, ele tem atuado como presidente do conselho da Portas Abertas África do Sul.

Confira abaixo os locais onde você poderá ouví-lo.

28/04/2009

Evento de jovens - underground
Igreja Presbiteriana do Recife
Rua Dr. José Mariano, 186
Boa Vista
Recife – PE
Fone: (0--81) 3222-6493
Horário: 20h

29/04/2009

Igreja Batista da Capunga
Rua João Fernandes Vieira, 769
Parque Amorim
Recife - PE
Fone: (0--81) 3092-6578
Horário: 20h

Jesus surpreende seus discípulos

Em João 4:31-36, Jesus e seus discípulos têm a seguinte conversa:

"E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come.
Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.
Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer?
Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.
Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem."


Nesta conversa, Jesus mostra a seus discípulos a urgência e a importância de missões. Para Jesus, e assim para nós, salvar vidas para a eternidade é a razão pela qual estamos aqui. A vontade de Deus é que todos sejam salvos, e a nossa comida deve ser realizar a sua vontade "...Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa...". O tempo da ceifa é agora e não daqui a quatro meses. Abramos nossos olhos e observemos aqueles que necessitam da salvação de Deus.